segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Maioria dos consumidores desconhece



Pagamento dos aperitivos nos restaurantes não é obrigatório


Proprietários que não respeitem Lei incorrem em multa e até pena de prisão

Quando se senta na mesa de um restaurante e começa a consumir os «couverts», também conhecidos por aperitivos ou entradas disponíveis, saiba que não tem de os pagar.

O alerta foi feito esta terça-feira pelo presidente da Associação Portuguesa dos Direitos do Consumo (APDC), Mário Frota, que, em declarações à Agência Financeira, assumiu haver «uma ignorância das pessoas a esse respeito», pelo que «a maioria delas deixa passar, continuando a pagar».
O responsável adianta ainda que «o consumidor pode recusar pagar ocouvert que habitualmente os restaurantes colocam na mesa dos clientes, sem ser pedido, mesmo que seja consumido».
Em geral, o «couvert» define-o a Lei, é «todo o conjunto de alimentos e aperitivos fornecidos antes do início da refeição, propriamente dita».
«Os proprietários dos estabelecimentos estão convencidos que, tratando-se de um uso de comércio, que esse uso tem força de Lei. Mas o que eles ignoram é que a lei do consumo destrói essa ideia porque tem normas em contrário», disse Mário Frota à AF.
Decreto_lei 24/96 (artº.9º.ponto 4)
O facto é que, no particular do direito à protecção dos interesses económicos do consumidor, a Lei 24/96, de 31 de Julho, ainda em vigor, estabelece imperativamente: «O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa.»
Daí que, em rigor, o «couvert» desde que não solicitado, tem de ser entendido como oferta sem que daí possa resultar a exigência de qualquer preço, antes se concebendo como uma gentileza da casa, algo de gracioso a que não corresponde eventual pagamento.
Num futuro próximo, «pode ser que se assista à inversão do cenário se as pessoas começarem a reivindicar os seus direitos, caso contrário, pode haver problemas, se os proprietários negarem os direitos dos consumidores».

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Desprezo!


O manifesto desprezo do homem, nesta resposta de Lenine, a alguém que lhe censurava o sacrifício de tantas vítimas nas suas experiências revolucionárias: 


Que importa? Racha-se lenha: saltam cavacos! Ainda que fosse preciso empregar dez milhões de corpos humanos, na edificação do comunismo, sempre haviam de sobejar os suficientes para povoar o nosso território.

(enri massis, A nova Rússia, livraria Tavares Martins, Porto 1945 nr. 117)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pastores?


 Atualizado em quinta-feira, 12 de julho de 2012 - 11h18

Polícia Civil prende pastores evangélicos

Operação “Deus tá Vendo” investiga participação de grupo em fraude de venda de veículos. Cinco suspeitos foram detidos




A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na última quarta-feira, a Operação Deus Tá Vendo. Com a ajuda de investigadores de três Estados, foram presos cinco pastores evangélicos, suspeitos de cometer fraude em venda de veículos.


Os pastores evangélicos foram presos em Itajaí (SC), Ponta Grossa (PR) e São Gonçalo (RJ). Segundo o delegado Alvaro Luiz Pacheco Becker, da 2ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves (RS), os presos atuavam em associação criminosa, vendendo os veículos por preços abaixo do valor de mercado.


Os pastores alegavam que a Igreja havia recebido os automóveis por meio de uma doação da Receita Federal, por isso poderiam vendê-los por preços menores.


O valor aproximado do golpe gira em torno de R$ 1,2 milhão, tendo mais de 40 vítimas somente na cidade de Veranópolis (RS).